terça-feira, 30 de dezembro de 2014
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Agricultura irrigada no Estado da Bahia
O
conceito de irrigação cabe muito além de simplesmente molhar, é aplicar água de
forma racional e em quantidades adequadas, maximizando aproveitamento e
minimizando desperdícios, e para que isso proceda de forma eficiente, é que
possuímos e desenvolvemos técnicas valiosas e necessárias de irrigação.
Além
de todo um ambiente propício, principalmente um solo adequado, um limitante à
produção, é a escassez de água. Em regiões onde as condições edafoclimáticas se
apresentam controversas à possibilidade da execução da agricultura, chuvas
irregulares ou as torrenciais em períodos curtos do ano, a alternativa para
manter uma população vivendo, produzindo e gerando renda, é a irrigação
praticada em diversos cultivos. Entretanto, mesmo por métodos tradicionais, até
as técnicas mais sofisticadas, sistemas de irrigação são caros e em maioria das
vezes, inacessíveis a estas populações. A irrigação desde que bem praticada, se
apresenta como uma redenção à região Nordeste do Brasil, pelas condições
adversas de distribuição de chuvas, impossibilitando muitas vezes os cultivos
de sequeiro. Conforme Bernardo (2008), a produtividade média de culturas
cultivadas em regime de irrigação é de 2,5 a 3,0 vezes maior que em áreas não
irrigadas, o valor da produção em áreas irrigadas é em média 5,0 vezes maior
que em áreas não irrigadas.
De
acordo com o Censo Agropecuário de 2006, elaborado pelo IBGE – Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística –, 6,3% dos estabelecimentos do país usam
técnicas de irrigação, e a área irrigada correspondia à 4,45 milhões de ha
(7,4% da área total em lavouras temporárias ou permanentes). Segundo a Abimaq –
Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos –, no ano de
2012, a área irrigada do país cresceu 5% para 4,724 milhões de ha. Existem
controvérsias quanto à área total irrigável no Nordeste, alguns autores mais
otimistas que outros. Conforme HEINZE (2002), o Nordeste tem uma área irrigada
de 495.370 ha e a área irrigável é de 2.717.820 ha, a maior concentração de
áreas irrigadas está no Estado da Bahia, correspondendo à 33,95%.
O
Plano Estadual de Irrigação, de 1993, estimou uma área irrigável no Estado da
Bahia da ordem de 1,6 milhão de ha, entretanto, é um potencial subexplorado,
com uma área irrigada estimada em 350 mil ha, dados da SEAGRI – Secretaria da
Agricultura, Pecuária, Irrigação, Reforma Agrária, Pesca e Aquicultura. Dos
estados do Nordeste, a Bahia detém o maior número de perímetros irrigados,
projetos dos governos Federal e Estadual. Entretanto, voltando a área irrigada,
é um dado preocupante, algo em torno de 21% da área está sendo aproveitada,
podendo se estender e abranger ainda mais a população rural baiana. Mesmo assim,
ainda é pouco, do que poderia estar praticando. A irrigação no Estado não se
resume aos perímetros irrigados, mas tem-se uma porção de outros irrigantes
custeando sozinhos sua produção, e muitos agricultores familiares. Ações de
apoio técnico científico são imprescindíveis à estes produtores, tanto que a
Portaria nº 74, e 3 de junho de 1986, estabelece que nos Perímetros Públicos de
Irrigação um limite máximo de 10% da área total do projeto devem ser destinadas
a profissionais de Ciências Agrárias, com finalidade de servir de exemplo e
apoio técnico aos demais produtores. A equiparação Equipar irrigantes fora dos
perímetros irrigados, também é importante, a SEAGRI recentemente fez a distribuição
de kits de irrigação entre agricultores familiares (vide: http://www.seagri.ba.gov.br/noticias/2014/12/04/agricultores-familiares-recebem-kits-de-irriga%C3%A7%C3%A3o
), afinal de contas, dos 350 mil ha irrigados no Estado, apenas 156 mil estão
em perímetros públicos de irrigação (vide: http://www4.seagri.ba.gov.br/noticias.asp?qact=view¬id=15796
). Além disso, precisamos da reativação de áreas como é o caso do Perímetro
Irrigado Jacurici, no município de Itiúba, as margens do Açude Jacurici
(capacidade de armazenamento de 146.000.000 m³), implantado no ano de 1968 pelo
DNOCS – Departamento Nacional de Obras Contra as Secas.
A
irrigação promove aproveitamento de recursos naturais, como solo, o qual é
basicamente usado no período chuvoso. Clima favorece e a irrigação torna viável
o cultivo durante todo o ano, possibilitando muitas vezes duas à três colheitas.
Promove integração de atividades produtivas, e há principalmente na
fruticultura, uma ocupação massiva da mão-de-obra por hectare irrigado.
Segundo
Testezlaf et al., (2002), a agricultura irrigada pode significar o aumento da
produção e produtividade, elevando níveis de renda e a conquista de melhoria
das condições de vida da população rural, apresentando-se como fator importante
para manutenção do homem no campo. Precisamos fazer uso dessa tecnologia de
forma racional, pois os resultados são gratificantes.
Bibliografia consultada
INSTITUTO
BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA.
Censo agropecuário. IBGE. Rio de Janeiro-RJ. 2006, 777p.
HEINZE,
B. C. L. B. A importância da agricultura
irrigada para o desenvolvimento da região Nordeste do Brasil. Disponível
em: < http://www.iica.org.br/docs/publicacoes/publicacoesiica/braulioheinze.pdf
>. Acesso em: 24/12/2014.
TESTEZLAF,
R.; MATSURA, E. E.; CARDOSO, J. L.
Importância da irrigação no desenvolvimento do agronegócio. Disponível em:
< http://www.agr.feis.unesp.br/csei.pdf
>. Acesso em: 25/12/2014.
BERNARDO,
S. Impacto Ambiental da Irrigação no
Brasil. Disponível em: < http://www.agr.feis.unesp.br/imagens/winotec_2008/winotec2008_palestras/Impacto_ambiental_da_irrigacao_no_Brasil_Salassier_Bernardo_winotec2008.pdf
>. Acesso em: 26/12/2014.
Texto: Erli Pinto dos Santos
Técnico em Agropecuária
Graduando em Eng. Agronômica - UEFS
(74) 9196-6275
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Comunicado AOS PROPRIETÁRIOS DE IMÓVEIS RURAIS
A partir
desta segunda-feira (08), está disponível o Certificado de Cadastro de Imóveis
Rurais CCIR/INCRA para o período 2010 - 2014. Os proprietários, titulares
do domínio de imóvel rural poderão acessar o link e emitir o CCIR. Os interessados,
munidos de CPF ou RG também poderão fazê-lo junto a SECRETARIA MUNICIPAL DE
AGRICULTURA, de Segunda a Sexta das 8 ás 14hrs.
O CCIR, documento fornecido pelo Incra, constitui prova
do cadastro do imóvel rural, sendo indispensável para desmembrar, arrendar,
hipotecar, vender ou prometer em venda o imóvel rural e para homologação de
partilha amigável ou judicial (sucessão causa mortis) de acordo com as leis Lei
n.º 4.947/1966 e Lei n.º 10.267/2001.
As informações constantes do CCIR são exclusivamente
cadastrais e, nos termos do parágrafo único do artigo 3.º da Lei n.º 5.868, de
12 de dezembro de 1972, “não fazem prova de propriedade ou de direitos a ela
relativos”. A base do Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR) conta hoje com
um total 5,7 milhões de imóveis rurais que estão obrigados a emitir o CCIR
atualizado de seus imóveis rurais.
A partir do presente exercício, o lançamento do CCIR
passará a ser anual, com validade do Certificado para cada exercício. O CCIR
2015 já está programado para lançamento em setembro de 2015.
Dúvidas poderão ser elucidadas junto a Unidade
Municipal de Cadastramento na Sec. De Agricultura ou através do endereço
eletrônico nicodemosalmeida.umc@gmail.com
ou pelos telefones (74) 9194-5893, 9982-9743, 3546-1144.
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Jataí (Tetragonisca jaty)
Ordem: Hymenoptera. Espécie: Tetragonisca jaty.
Nome popular: Jataí.
Espécie de abelha nativa sem ferrão, de ocorrência natural no bioma Caatinga. Produz mel com propriedades medicinais elevadas, e tem sua importância econômica ressaltada aí. Realiza também grande trabalho que é a polinização muitas vezes de pequenos pomares.
Coleta e Foto: Erli Pinto dos Santos
Local da colônia: Fazenda Cajazeiras, Itiúba-BA.
Laboratório de Entomologia Agrícola - UEFS
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Rússia, Brasil, Argentina e E.U.A.: Boi em “alta”!
Muito
se utiliza na economia, a célebre frase: se te devo um mil reais, você está em
minhas mãos, porém, se te devo um milhão de reais, você está em minhas mãos.
Pois
bem, fazendo-se uso dizer “popular” em suma podemos lançar-lhes mão para
explicar certos fatos ocorridos e decorrentes nas linhas de mercado do
agronegócio do nosso país. Refiro-me dessa forma às recentes acontecimentos no
mercado de carne no mundo. De um lado, deixado de mão, os E.U.A., principal
fornecedor até então da Rússia, e de outro lado, na atualidade, o Brasil e
Argentina como maiores exportadores de carne bovina (principalmente) para a
Rússia, e a própria como principal importador de tal produto.
Atento-me
à fragilidade do mercado interno, e a falta de favorecimento para fazer surgir
um mercado interno e aguçar cada vez mais esse mercado.
Após
as manifestações estadunidenses quanto à intervenção russa no território ucraniano,
indo de contra a intenção russa, fazendo com que a Rússia tomasse medidas
comerciais, tornando fechadas às portas internas para o produto oriundo dos
Estados Unidos e abrindo-se assim, as portas para os exportadores Latinos,
Brasil e Argentina respectivamente.
Tal
ação por parte do governo russo, tem provocado entusiasmo e ânimo nos
pecuaristas brasileiros, de tal forma que a afirmação se fundamenta nos preços
do Boi Gordo registrados pelo CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia
Aplicada) nos últimos meses, onde os preços da arroba (@) do animal vem
registrando recordes de R$ 129,00, R$ 130,00 a cada dia, e isso tem chamado
cada vez mais atenção de criadores. Consequentemente vem-se incorporando investimentos
nas áreas de pecuária. A alta no preço do boi gordo vem influenciando inclusive
no preço das novilhas, as quais a carne é geralmente menos valorizada, pelo
fato de serem abatidas mais velhas que os machos; é o que mostra a reportagem
do Globo Rural: Alta na Arroba do Boi Impulsiona Aumento no Preço das Fêmeas.
Não
se pode deixar nas mãos de um único mercado consumidor, toda uma produção,
ainda mais, sendo uma produção representativa e que tem uma grande importância
não somente econômica, porque a geração de empregos está atrelado ao setor e
quebras nele pode acarretar em prejuízos sociais. Olho aberto, e induções na
formação de um mercado consumidor interno também, para que possa ser alcançado
um nível de seguridade na manutenção do setor. Não me admire que daqui alguns
meses, possa ocorrer uma reversão e a quebra da economia pecuária.
Texto de: Erli Pinto dos Santos
Técnico em Agropecuária
Graduando em Eng. Agronômica –
UEFS
(74) 9196-6275
domingo, 28 de setembro de 2014
I SEMAGRO da UEFS
A I Semana de Agronomia da Universidade Estadual de Feira de Santana é um evento de cunho técnico-científico organizado pelo Diretório Acadêmico do curso de Agronomia da UEFS junto com alguns estudantes.
A SEMAGRO irá se realizar entre os dias 04 à 07 de novembro de 2014.
"A SEMAGRO vem com a proposta temática intitulada por “Agricultura familiar: caminhos para uma produção mais sustentável no semiárido” simbolizando o elo para o estabelecimento de uma reflexão em torno do ensino, pesquisa e extensão na área da Agricultura Familiar. Diante disso, a Comissão Organizadora compreende a magnitude de abrir espaço para a discussão colaborativa acerca das dificuldades que seguimos em uma realidade atípica e rica como as quais vivenciamos no Semiárido."
"A SEMAGRO vem com a proposta temática intitulada por “Agricultura familiar: caminhos para uma produção mais sustentável no semiárido” simbolizando o elo para o estabelecimento de uma reflexão em torno do ensino, pesquisa e extensão na área da Agricultura Familiar. Diante disso, a Comissão Organizadora compreende a magnitude de abrir espaço para a discussão colaborativa acerca das dificuldades que seguimos em uma realidade atípica e rica como as quais vivenciamos no Semiárido."
Mais informações e inscrições, clique aqui
Contato: semagro.uefs@gmail.com
domingo, 14 de setembro de 2014
Percevejo-asa-preta
Ordem: Hemiptera (Pentatomidae)
Gênero: Edessa
Espécie: Edessa meditabunda
Coloração verde, asas escuras, antenas e pernas podem ser amareladas.
Ao sugar a seiva de ramos e vagens, limita a produção da cultura por consequência da extração de nutrientes e água. Injeta substância nociva para as plantas.
Apresenta os seguintes danos para as culturas: aborto de botões florais e vagens novas; formação de grãos chochos e manchados; além de favorecer o ataque de microorganismos que causam danos antes e após a colheita; e retenção foliar ("soja louca")
Apresenta os seguintes danos para as culturas: aborto de botões florais e vagens novas; formação de grãos chochos e manchados; além de favorecer o ataque de microorganismos que causam danos antes e após a colheita; e retenção foliar ("soja louca")
Texto e Foto: Erli Pinto dos Santos
Técnico em Agropecuária
Técnico em Agropecuária
Graduando em Agronomia - UEFS
(74) 9196-6275
(75) 9128-1756
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