sábado, 29 de agosto de 2015
3 .EDITAIS PARA FORTALECIMENTO DA AGRICULTURA FAMILIAR
A Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional – CAR, empresa pública vinculada à Secretaria de
Desenvolvimento Rural – SDR, por meio do Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável – PDRS (Bahia
Produtiva) torna público os presentes Editais, que tem por objetivo a seleção de Subprojetos Orientados para
o Mercado, visando a melhoria das condições de vida da população rural do Estado da Bahia.
A inclusão dos agricultores familiares e empreendedores da economia solidária no processo
produtivo será alcançada através das ações e investimentos do Projeto, para promover o seu
desenvolvimento socioeconômico por meio da inclusão no mercado, acrescentando valor e
expandindo a escala da produção rural e de outras fontes de renda além da agricultura.
EDITAL Nº 01/2015 – SELEÇÃO DE SUBPROJETOS SOCIOAMBIENTAIS
EDITAL Nº 03/2015 – SELEÇÃO DE SUBPROJETOS ORIENTADOS PARA O MERCADO DA CADEIA PRODUTIVA DE APICULTURA E DA MELIPONICULTURA
EDITAL Nº 04/2015 – SELEÇÃO DE SUBPROJETOS ORIENTADOS PARA O MERCADO DA CADEIA PRODUTIVA DO LEITE
CONVITE SETAF Território Piemonte Norte do Itapicuru
O Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural - SDR, convida para o ato de inauguração do Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar (SETAF) - Território Piemonte Norte do Itapicuru, localizado no município de Senhor do Bonfim. Este é o nono dos 27 SETAF´s, que estão sendo implantados no estado em cada Território de Identidade.
O SETAF é uma unidade territorial da SDR, com a finalidade de articular politicas públicas, prestar orientação, realizar ações que visem à inclusão produtiva de agricultores (as) familiares e a promoção do desenvolvimento rural sustentável.
Convite em Anexo.
domingo, 28 de junho de 2015
Motores, máquinas agrícolas e avanços: novidades do setor
Quando criado, por Rudolph Diesel, os
motores DIESEL, de combustão interna (mistura oxigênio+combustível), tinham
sobretudo a finalidade de trabalhar com óleos vegetais (ou biodiesel). Com o
advento dos derivados do petróleo, o primeiro produto da refinação, foi
denominado diesel em homenagem ao criador do sistema motor que o produto é
usado para funcionamento. O vídeo (1) abaixo, ilustra o funcionamento desses
motores:
Partindo daí, à época foi um marco pois
o diesel não fora ainda usado nesses motores. Mas não deixou de ser uma
tecnologia super avançada quanto ao uso de uma energia renovável, os óleos
derivados de vegetais e/ou animais. Num tempo em que a tecnologia motora mais
avançada eram as máquinas à vapor.
Hoje a nossa engenharia mundial aprimora
o que já foi idealizado, testado e comprovado, induzindo a mais avanços. A
nossa agricultura econômica depende de maquinário, e essa dependência provoca
um uso deliberado da mecanização, emitindo poluentes em quantidades maiores em
decorrência da demanda de uso dessas máquinas.
Refiro-me agora ao uso de resíduos da
pecuária que, por sua vez, podem ser considerados poluentes atmosféricos, os
dejetos animais, ricos em metano, e etc. Fontes importantíssimas de energia que
em muitos casos são ignorados nas nossas empresas rurais. E a nossa eficiente
engenharia, mostra sua eficácia no aproveitamento desse subsídio e o transforma
em TRABALHO.
Foi o que fez a New Holland Agriculture,
empresa do grupo CNHI Industrial, fez com seu novo trator equipado com motor
movido à gás metano. Apresentado no Salão Internacional de Máquinas Agrícolas
em Paris - França. O motor resultante é eficaz do ponto de vista ambiental, no
qual o metano que estaria sendo liberado na atmosfera por esses dejetos é
aproveitado, e do ponto de vista econômico, onde o produtor sai beneficiado,
pois pode aproveitar dejetos (ou produtos) da própria empresa e usar na
máquina.
Mais sobre a nova linha de tratores,
disponível no vídeo (2) abaixo, reportagem exclusiva do programa Marcas &
Máquinas:
Foto extraída da Revista Globo Rural
Texto: Erli Pinto dos Santos
Técnico em Agropecuária - Inst. Federal Baiano
Grad. em Eng. Agronômica - UEFS
erlitec.agri@hotmail.com
(74) 9196-6275
(74) 9946-3259
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Solos e sua problemática
Solos.
Você provavelmente deve-o enxergar como um produto da natureza abundante no
meio ambiente, infinito. Entretanto, essa não é bem a nossa realidade.
Quando
se fala em solo, a principal atribuição que se dá é a sua importância para a
agricultura, de fato, porém, nem à mesma está na sua totalidade preocupada com
esse material.
A
população mundial, cresce de forma assustadora, a cada ano. E a preocupação
principal é: como vamos alimentá-la? Pois bem, nas ciências agrárias, temos
muitas formas de fazer valer isso, uma delas é a expansão da fronteira
agrícola, o aumento da produtividade por meio do melhoramento genético de
plantas, aumento da produtividade por meio de técnicas de irrigação (sabe-se
que áreas irrigadas produzem 2,5 até 3 vezes mais que cultivos de sequeiro),
dentre outras. Porém, para que todas essas técnicas sejam possíveis, precisamos
de um bem comum, o solo. Cultivos sem uso do solo são possíveis, afinal de
contas com relação à fisiologia vegetal, principalmente para espécies
cultivadas, o solo não é um requisito primordial e crucial, pode-se cultivar
tornando disponíveis os macro e micronutrientes na água, gerando assim uma
solução nutritiva que vá atender ás necessidades hídricas e nutricionais das
plantas, contudo, isto exige um controle ainda mais superior ao cultivo
convencional. O solo não é essencial para a fisiologia vegetal, mas é de suma
prioridade para o desenvolvimento econômico de uma agricultura que seja
acessível.
Para que se forme 10 cm do perfil de um solo,
são necessários um equivalente temporal de 2.000 anos de trabalho, com ação
conjunta do intemperismo químico, físico e biológico, atuando com seus diversos
fatores, tais como a precipitação, disponibilidade hídrica, espécies animais e
vegetais, temperaturas e variações. No entanto, para seja perdido esses mesmos
10 cm, não precisa de tanto tempo, pode ser feito em alguns anos, até meses; e
pode ser realizado por vários fatores, mas o indutor essencial: o homem. Vê-se
em pleno século XXI, plantios de “ladeira abaixo”, provocando sério processo de
erosão hídrica e eólica, deposição de sedimentos em rios, lagos e até represas
artificiais, nos fazendo refletir e pensar que ainda estamos na Idade da Pedra.
Enquanto que os nativos das Américas, povos Maias, nos seus cultivos de milho (Zea mays L.), para manter a fertilidade
do solo colocavam em cada cova um peixe morto. Quando hoje no meio
técnico-científico, tratamos do Sistema de Plantio Direto como atualidade, e
esquecemos que os nossos avós praticavam a técnica e dominavam, abrindo nos “roçados”
apenas o espaço das covas, deixando a superfície do solo protegida pela
vegetação que hoje denominamos de daninhas, mas o advento da mecanização, da
produção industrial de máquinas agrícolas junto com as agências financiadoras
das lavouras, implantou na mente dos agricultores à época que a prática era
antiquada e que o uso de maquinarias para aragem e gradagem é imprescindível. Causando
na atualidade problemas sobre o uso intensivo de máquinas, como a compactação (consequência
mor) e tornando-se caro o processo de recuperação.
O
estudo das propriedades físicas de um solo é tão importante e criterioso que se
não o for executado sistemática e corretamente, pode comprometer o sucesso de
projetos agrícolas.
O
solo, ou a camada na qual se localiza no planeta, denominada pedosfera, é uma
área de interação entre todas as outras, tais como atmosfera, hidrosfera,
geosfera, crosta, litosfera, núcleo. Sem ele não há vida, tudo o que é
produzido, é proveniente dele, ou precisa-se vencê-lo para produzir, e como
informado nos parágrafos acima, para que a agropecuária tenha seu desenvolvimento
econômico viabilizado e que seja acessível, o solo é fundamental.
Para
a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), 2015 foi
decretado como o Ano Internacional dos Solos, com a finalidade de mobilizar a
sociedade para a importância dos solos como parte fundamental do meio ambiente
e os perigos que envolvem a degradação deles em todo o mundo. No Brasil as
atividades são incentivadas pela SBCS – Sociedade Brasileira de Ciência do
Solo.
Abaixo segue vídeo educativo e didático ilustrando o problema da não-conservação dos solos e as consequências para a manutenção da vida.
Texto: Erli Pinto dos Santos
Técnico em Agropecuária - Instituto Federal Baiano
Graduando em Eng. Agronômica - UEFS
erlitec.agri@hotmail.com
(74) 9946-3259
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Moto-semeadora: distribuidor acoplado e operado em motocicleta
Lançada na ExpoZebu, em Uberaba-MG, o implemento é inovador, pois pode ser operado acoplado em motocicletas, muito comuns no meio rural, principalmente em regiões com Agricultura Familiar forte.
O implemento foi desenvolvido pela Ikeda Agrícola em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA. O implemento realiza distribuição à lanço de sementes, fertilizantes e corretivos de solo, e pode ser acoplado em veículos leves tais como motocicletas e quadriciclos. É acionada por motor elétrico alimentado por bateria de 12 V.
Abaixo segue vídeo do implemento em atividade:
A ficha técnica completa do aparelho pode ser consultada e adquirida CLICANDO AQUI.
Imagem extraída da revista Globo Rural
Vídeo: comunicação IKEDA Agrícola
Texto: Erli Pinto dos Santos
Técnico em Agropecuária - Instituto Federal Baiano
Graduando em Eng. Agronômica - UEFS
erlitec.agri@hotmail.com
(74) 9196-6275
(74) 9946-3259
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Agricultor familiar é reconhecido como profissão, conforme portaria divulgada pelo MTE
por Assessoria de Imprensa - Ministério do Trabalho e Emprego
Brasília, 20/05/2015 – O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel
Dias, assinou nesta quarta-feira (20), junto de representantes da Federação
Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf) e
da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), portaria
que altera regras do registro de entidades sindicais de trabalhadores rurais.
Essa medida, que deverá ser publicada amanhã (21) no Diário Oficial da União,
permitirá que agricultores familiares sejam reconhecidos como categoria
profissional.
Manoel Dias afirmou que “essa portaria é o resultado de uma ação
desenvolvida durante seis anos pelos trabalhadores e que contou com o apoio da
presidenta Dilma. O documento vai permitir ainda a descentralização dos
registros sindicais”.
Dias e representantes da Fetraf e Contag
O texto modifica a Portaria nº 326, de 01 de março de 2013, e uma de
suas principais mudanças é a permissão da análise dos registros do Ministério
do Trabalho e Emprego (MTE) nas Superintendências Regionais do Trabalho e
Emprego (SRTEs). De acordo com o ministro, os novos pontos trarão “maior
agilidade na análise de processo”.
Outra novidade é a exigência de assembleias para que os trabalhadores
decidam se querem criar um novo sindicato ou preferem permanecer no antigo.
Esses eventos deverão ser realizados no perímetro urbano da sede dos
municípios. Para o secretário de Relações do Trabalho, Manoel Messias, esse
procedimento “evitará que as assembleias sejam feitas em locais inacessíveis”.
A lista de documentos que cada diretoria deverá apresentar ao MTE também foi
atualizada.
Manoel Dias também mencionou o fato de milhões de brasileiros terem
saído da extrema pobreza nos últimos anos, tendo seus direitos garantidos.
“Aqui, no Brasil, estabelecemos, desde o presidente Lula, um pacto contra a
crise, com a geração de empregos e valorização do salário-mínimo. Vocês têm a
democracia, e por isso estão lutando e tendo a oportunidade de vir até aqui
reivindicar. O governo sempre estará aberto para negociar”, concluiu.
Assessoria de Imprensa/MTE
(61) 2031-6537/2430 - acs@mte.gov.br
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