quinta-feira, 22 de maio de 2014

Grupo de Pesquisa em Agrotecnologia desenvolve trabalhos com licurí


por, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia  Baiano - Bem Baiano

“'Eu sou eu e licurí é coco pequeno', lembra?”, pergunta o professor do IF Baiano, Fulvio Viegas, que desenvolve trabalhos com a planta, através do Núcleo de Pesquisa de Agrotecnologia para o Semiárido (Nupa). O ditado popular remete à cultura do semiárido nordestino e motiva o professor em suas pesquisas que se propõem a aproveitar os resíduos de licurí, transformando-os em alimentos para animais, através da “Torta de Licurí”.

Os trabalhos do Nupa são desenvolvidos nas áreas de alimentação, nutrição, qualidade, tecnologia e processamento animal. “Nossa meta é reduzir os custos da produção, precisamente nos gastos com ração, que é o fator que mais onera em uma produção”, explica o professor.

Em março, três trabalhos foram apresentados noII Simpósio de Avicultura do Nordeste, em João Pessoa, Paraíba. As pesquisas abordam o uso da torta de licurí na alimentação animal e suas influencias na qualidade desses animais. “Nos resultados obtidos observamos que substituir a soja e milho, que são ingredientes caros em uma ração, pela torta de Licurí é um desafio. No entanto, observamos, em resultados preliminares, que uma fração de 10% da torta Licurí pode ser utilizada em rações de frangos e codornas de corte”, conclui o professor.

Para o ex-aluno do IF Baiano e graduando em Engenharia Agronômica na Uneb, Damião Mendes, “os trabalhos de pesquisa é um momento oportuno em que pudemos atuar, fixar a teoria junto a prática junto ainda em âmbito escolar, academia ou instituto”. Ele diz que o estudante que participa de pesquisas de Iniciação Científica, torna-se um profissional diferenciado, com um conhecimento mais amplo e “quem vai identificar isso é a empresa contratante”, conclui.


Sobre as pesquisas, o professor Fulvio acrescenta que “já temos quase totalmente a composição nutricional da Torta de Licurí, o que permite um avanço, deixando o nosso trabalho bastante completo”. Ele ainda pretende lançar junto ao Nupa um manual para os produtores do semiárido nordestino, para que eles deixem de “usar a torta de forma empírica para usar esse rico resíduo de forma técnica, reduzindo o problema da falta de alimentos durante a seca”, conclui.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Nacional Dorper e White Dorper 2014


Informações: (11) 3816-0186          abcdorper.com.br

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Ceará: à pleno sol, com auxílio da irrigação, inicia o cultivo de Cacau

Começa-se o presente texto, pequeno, com um voto de parabéns pela iniciativa da empresa, e por acreditar que, quando se tem tecnologia e faz uso correto dela, é possível sim, produzir e bem. Por isso, sempre deixei claro que, com exceções visíveis, não se pode jugar um lugar como improdutivo, apenas porque são impostas pela natureza limitações principalmente edafoclimáticas.
Pois é, enquanto o cacau (Theobroma cacao), no Estado da Bahia, continua quebrado, por falta de investimentos governamentais, e por demais explicações que não me cabe aqui citar, o Ceará inicia com pé direito, diga-se de passagem, a produção irrigada da cultura, e à pleno sol, vale ressaltar!
Pois é, e a expansão da fronteira agrícola para a cultura, não se dá em litoral, mata Atlântica como é o caso da Bahia, e sim, na Caatinga.
A plantação foi instalada na Fazenda Frutacor, onde a banana, que sempre foi o foco da produção da propriedade, agora serve para criar conforto térmico para as plantas de cacau, e como quebra ventos. O projeto piloto funciona no Tabuleiro de Russas, região do Baixo Jaguaribe.
A ideia de se produzir na região, foi apoiada e desenvolvida na empresa em parceria com a Ceplac – Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira. Hoje a empresa alcança uma média de produtividade variando de 150 a 180 arrobas/hectare (2.250 a 2.700 Kg/ha), mas segundo o pesquisador da Ceplac, George Sodré, é possível chegar a uma produtividade de 200 arrobas, com a tecnologia existente.

O sistema de irrigação
Ainda por se tratar de uma área experimental, estão sendo testados dois sistemas de irrigação, gotejamento e microaspersão.

Manejo
A maturação precoce do fruto no Estado do Ceará, é relativamente duas a três vezes superior em relação às plantações na Bahia, e o ponto de colheita da Bahia, é considerado passado para a meta da produção cearence.

Mercado
            Representantes de multinacionais, consultores, já visitaram a área experimental da Frutacor, com interesse na matéria-prima. Como já se sabe, buscam um produto de qualidade para processamento e produção de chocolates finos, e o futuro da produção cearence é promissor para o mercado, pois qualidade é o que buscam estas empresas.

Links interessantes


Texto: Erli Pinto dos Santos
Técnico Agropecuário
Graduando em Eng. Agronômica – UEFS
(74) 9196-6275
erlitec.agri@hotmail.com

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Governo intensifica preservação do bioma Semiárido, único no mundo

Maior esforço é frear o desmatamento que atende à demanda energética da região

LETÍCIA VERDI

No Dia da Caatinga (28/04), o governo federal lançou o Sistema de Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido Brasileiro (SIGSAB), com a finalidade de reunir e divulgar dados e informações econômicas, sociais, ambientais e da infraestrutura do Semiárido brasileiro. A cerimônia de lançamento ocorreu em Campina Grande (PB), na sede do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação (MCTI). Na ocasião, também foi inaugurada a segunda unidade de coordenação de projetos no Brasil da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que comemora em 2014 o Ano Internacional da Agricultura Familiar.
O diretor do Departamento de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Francisco Campello, que esteve presente na cerimônia em Campina Grande, afirmou que o maior esforço do governo, atualmente, é frear o desmatamento que atende à demanda energética da região. “Trinta por cento da matriz energética do Nordeste usam lenha e 40% das indústrias também o fazem”, explicou. Segundo ele, para reverter o quadro, o MMA tem trabalhado em conjunto com o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e parceiros de órgãos estaduais, além de organizações da sociedade civil, na promoção do uso sustentável do bioma.
“Existe um potencial ambiental muito grande na caatinga”, declarou Campello, referindo-se ao uso adequado do bioma. Ele citou algumas ações do MMA, como o manejo florestal comunitário em 15 mil hectares de assentamentos, no Araripe e baixo Jaguaribe no Ceará, entre produtores de gesso e cerâmica. Outra iniciativa lembrada pelo diretor acontece junto às empresas em relação à questão energética. “Partimos da situação de ameaça para um novo paradigma de produção e consumo sustentáveis”, disse. A ação articulada entre a oferta e o consumo da matriz energética, a lenha, rende um efeito melhor, segundo ele. Outras duas ações do MMA no Semiárido são o manejo florestal de uso múltiplo, que busca a segurança alimentar dos rebanhos da região, e os fogões ecoeficientes, que oferecem segurança energética a 8 mil famílias.

ALERTA

Está em fase de finalização o Sistema de Alerta Precoce de Seca e Desertificação. Trata-se de um programa elaborado com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que permite trabalhar de forma preventiva para identificar situações emergenciais e pólos de prioridade para políticas públicas. O programa será utilizado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI).

O Semiárido brasileiro, único no mundo, se estende por oito estados da região Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) e pelo Norte de Minas Gerais, totalizando uma extensão territorial de 980.133,079 km2, distribuídos em 1.135 municípios, nos quais reside uma população de 22.598.318 habitantes.

Fonte: http://www.mma.gov.br/informma/item/10101-governo-intensifica-preserva%C3%A7%C3%A3o-do-semi%C3%A1rido,-o-%C3%BAnico-bioma-brasileiro

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Castração em suínos

A castração de suínos é uma técnica utilizada como prática de manejo. Os animais destinados
a terminação podem ser castrados em qualquer idade, porém existem vantagens que favorecem a
castração nas primeiras semanas de vida; a ocorrência de hemorragia é rara; cicatrização rápida
e inexistência de risco ou complicação na operação; menor chance de ocorrer infecções e perda
por morte; o choque para o leitão é menor.
Sendo a castração em nosso meio uma medida obrigatória no sistema de produção de suínos
para o abate, busca-se uma técnica que seja simples e permita a continuidade do desenvolvimento
do leitão. (PRÁ et al, 1992)

Referência bibliografia
PRÁ, M. A D.; CIPPA, J.; SOBESTIANSKY, J.; LIMA, G. J. M. M. DE; BARIONI-JÚNIOR, W. Castração de Leitões: Avaliação entre os Métodos Inguinal e Escrotal. EMBRAPA-CNPSA, 1992.

Erli Pinto dos Santos
Técnico Agropecuário, graduando em Eng. Agronômica - UEFS
(74) 9196-6275

sexta-feira, 21 de março de 2014

9º Simpósio Brasileiro de Captação e Manejo de Água de Chuva


A captação de água de chuva é uma alternativa de extrema importância para o semiárido brasileiro, em diversos ramos de produção tão quanto para a sobrevivência dos habitantes dessa região. O Simpósio é um evento onde profissionais se encontram para discutir a situação de tecnologias aplicadas para esta finalidade, engenheiros agrônomos, civis, e uma grande gama de profissionais, que se dedicam nessa área. A captação de água de chuva é a chave para a convivência com o semiárido. Grande parte das águas pluviais se perdem no Nordeste por escoamento superficial, água que poderia estar sendo aproveitada na agropecuária, na indústria, e nas residências. São de extrema importância a realização de eventos como este, já participei da última edição do Simpósio, na cidade de Campina Grande - PB, e falo com autoridade. Participem pessoal!

Mensagem da Comissão Organizadora do Evento:
No inicio dos anos 90, o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA) em parceria com outras organizações não-governamentais, organizações de base e comunidades iniciaram a construção de cisternas e, perceberam que havia a necessidade premente de um programa educacional estruturados para incentivar a convivência com o clima semiárido e o manejo adequado da água. Foi então que, em 1997 em Petrolina-PE, a Embrapa Semiárido e o IRPAA idealizaram a realização do 1º Simpósio, tendo como tema "Captação de Água de Chuva: a base para a viabilidade do semiárido".
Já em 1999, foi realizado o 2º Simpósio Brasileiro sobre Sistemas de Captação de Água de Chuva, que ocorreu, também em Petrolina, concomitantemente à “IX Internacional Conference on Rainwater Catchment Systems”, cujo marco foi a criação da Associação Brasileira de Captação e Manejo de Água de Chuva (ABCMAC). A partir daí e diante do grande interesse da sociedade acerca do aproveitamento e manejo da água de chuva foram realizados em 2001, o 3º Simpósio em Campina Grande-PB; em 2003, o 4º Simpósio em Juazeiro-BA; em 2005, o 5º Simpósio em Teresina-PI; em 2007, o 6º Simpósio em Belo Horizonte-MG; e em 2009, o 7º Simpósio em Caruaru-PE.
Em 2012, a cidade de Campina Grande-PB sediou a realização do 8º Simpósio Brasileiro de Captação e Manejo de Água de Chuva, tendo como tema central "O aproveitamento da água de chuva em diferentes setores e escalas: desafio da gestão integrada". Com a escolha desse tema, a ABCMAC explicitava seu entendimento de que a captação e aproveitamento da água de chuva, fundamental para o semiárido, pode ser estendido com vantagens aos setores urbano e industrial.
Em 2014, na sua 9ª edição, o SBCMAC amplia essa visão ao declarar seu tema central Água de Chuva: segurança hídrica para o século XXI. Sob esse tema, o 9º SBCMAC pretende discutir o papel da água de chuva para abastecimento da sociedade frente a problemas como poluição e escassez dos mananciais tradicionais. O 9º SBCMAC será sediado na cidade de Feira da Santana – BA, sob a coordenação da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), no período de 12 a 15 de agosto de 2014.
As instalações da UEFS contam com auditório para ate 1200 pessoas, área de 1500 m2 para exposição técnica e diversas salas para apresentação de trabalhos orais.
O aproveitamento da água de chuva passa nos dias atuais por um processo avançado de transição tecnológica que já envolve tomadores de decisão, usuários e fabricantes de materiais e equipamentos, com forte participação da academia.
Vamos discutir e buscar soluções para problemas como as tecnologias usadas, os cuidados com a saúde humana, dimensionamento ótimo de cisternas, aproveitamento para uso agropecuário, urbano e industrial, manejo de microbacias e o impacto das mudanças climáticas.
Esperamos sua contribuição para esse debate em Feira de Santana, a Princesa do Sertão. Até lá.

Mais informações no site do evento: < http://www.acquacon.com.br/9sbcmac/index.php >


Att.: Erli Pinto dos Santos
Técnico Agropecuário
Graduando em Eng. Agronômica - UEFS
(74) 9196-6275

quinta-feira, 6 de março de 2014

Indústria da seca

Talvez muitos não lembrem: no governo de Venceslau Brás (1914 - 1918) foi-se investidos 2.326 contos de réis em obras para convívio com as secas, contrastando, no mandato seguinte (1919 - 1922), de Epitácio Pessoa (paraibano, diga-se de passagem), foi aplicado neste mesmo setor 145.947 contos de réis! Epitácio Pessoa foi lançado à candidatura para representar os cafeicultores (república café-com-leite), e eles não gostaram de todo esse investimento em estrutura hídrica no nordeste, e isso contribuiu para que ele não fosse lançado novamente, sendo Artur Bernardes o seu sucessor, que neste quesito investiu apenas 3.827 contos de réis para a gestão hídrica do Nordeste brasileiro. O DNOCS, mesmo com muitos investimentos, infelizmente sempre ficou à mercê dos poderosos locais, à favor dos latifúndios de posse desses poderosos, coronéis, empresários da desgraça. A ideia de transposição das águas do rio São Francisco todos sabem que não é recente, vem daquela história de que o Imperador venderia até os brilhantes da corôa para investir na região. E hoje a obra encontra-se em andamento (ops, mais parada do que em andamento); o projeto foi aprovado no governo Lula, com o manto de desculpa "levar água para 12 milhões de pessoas no nordeste setentrional", mas olhando o percurso dos canais, olha lá o que realmente vai beneficiar: o agronegócio da fruticultura! E ai, a indústria da seca será que deixou de existir, diminuiu ou está operando da mesma forma que sempre?

Recomendo a leitura do artigo "100 anos de DNOCS: Marchas e Contramarchas do Convívio com as Secas" : http://www.sei.ba.gov.br/site/publicacoes/sumarios/c&p162/c&p162_pag_58.pdf