terça-feira, 11 de junho de 2013

Pesquisador discute aproveitamento de águas salobras em cultivos hidropônicos

Sistema HidropônicoO programa Semiárido em Foco desta sexta-feira, dia 07 de junho, traz como convidado o pesquisador Tales Miler Soares, professor adjunto da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, doutor em irrigação e drenagem. O tema da palestra será “Aproveitamento de águas salobras em cultivos hidropônicos”. O projeto apresentado é desenvolvido pelo pesquisador nas cidades de Cruz das Almas (BA), Ibimirim (PE) e Piracicaba (SP) e pretende demonstrar a viabilidade técnica da produção hidropônica com o uso de águas salobras. Trata-se de um tema importante para o Semiárido brasileiro, uma região marcada pela relativa escassez de água, mas sobretudo pela ineficiência  e falta de racionalização do uso da água. Dois comentaristas formarão   com o palestrante a mesa de abertura e acompanharão a palestra do pesquisador Tales Miler fazendo observações no final da explanação, que são o professor da Universidade Federal Rural da Bahia, Hans Raj Gheyi, doutor em ciências do solo e a historiadora Dilei Aparecida Schiochet, representante do Movimento dos Sem Terra (MST). As águas subterrâneas do Semiárido em geral são salobras e quando usadas na agricultura convencional aumentam a quantidade de sais no solo desvalorizando a terra. Também se deve evitar o uso dessa água para consumo humano pela possibilidade de causar hipertensão e cálculos renais. Em conseqüência da água dos poços perfurados na região semiárida ser em geral salobra, comumente estes reservatórios são subutilizados e costumam ser abandonados. Porém a técnica da hidroponia, que consiste na produção agrícola sem a presença do solo, possibilita o uso dessa água e o resgate de poços abandonados. Já que pesquisas recentes demonstraram resultados promissores sobre a qualidade dos produtos cultivados, que não apresentaram os sintomas da absorção excessiva de sais. A economia de água promovida pelos sistemas hidropônicos indica a hidroponia como uma das alternativas adequadas para a produção agrícola no Semiárido.  Para vários especialistas em recursos hídricos a técnica hidropônica deveria ser elevada à categoria de política pública para que novos projetos agrícolas com aproveitamento das águas subterrâneas e  com características salobras sejam desenvolvidos. Conheça o Programa O Programa Semiárido em Foco tem como objetivo difundir e refletir sobre pesquisas, experiências e conceitos associados ao campo da Ciência, Tecnologia e Inovação no Semiárido brasileiro. Surgiu como resultado de uma ação iniciada em 2011, que teve a intenção de socializar e discutir os estudos e pesquisas realizadas, bem como propiciar um espaço de interação para pesquisadores e técnicos do Insa. Esta ação foi ampliada em 2012, na perspectiva de contribuir para a construção de novas linhas de pensamento e caminhos para nossa região, seja no universo rural ou no urbano, buscando valorizar as potencialidades locais, articulando e mobilizando diferentes atores que atuam ou são interessados pela região. As atividades do Semiárido em Foco acontecem todas as sextas-feiras, na sede do Insa/MCTI, em Campina Grande (PB), a partir das 14h e são abertas ao público.

Leia mais em: http://www.insa.gov.br/noticias/pesquisador-discute-aproveitamento-de-aguas-salobras-em-cultivos-hidroponicos/

segunda-feira, 10 de junho de 2013

I Reunião Nordestina de Ciência do Solo em Areia - PB

about usA Reunião Nordestina de Ciência do Solo – RNCS, é um evento técnico-científico, promovido pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, e tem por objetivo proporcionar aos profissionais de instituições públicas e privadas de ensino, pesquisa, extensão, cooperativas, produtores e estudantes, a discussão de problemas relacionados ao uso sustentável dos solos da região, por meio da difusão dos resultados de pesquisas e de novas tecnologias. Para alcançar o objeto proposto o tema escolhido foi “Soluções e Desafios para o Uso Sustentável dos Solos da Região Nordeste”, que será subsidiado por palestras, minicursos, apresentação de pôsteres, simpósio e visita técnica. As palestras versarão sobre o Levantamento e classificação de solos do Nordeste; Solos tiomórficos do Nordeste: propriedades e manejo; Mapeamento digital de solos: desafios e perspectivas; Uso e Manejo de solos frágeis (solos arenosos); Práticas vegetativas para conservação e recuperação de solos; Processos e propriedades biológicas dos solos; O solo da física e a física do solo; Fertilidade dos solos; Manejo e Conservação do solo; Poluição, remediação do solo e recuperação de áreas degradadas; Disponibilidade de fósforo e potássio em solos do Nordeste; Manejo de solo-água-planta em solos afetados por sais; Visualizador de Zoneamentos (ViZon); Zoneamento agroecológico do estado de Alagoas e Sul do Ceará (1:100.000) e Quarenta anos de imagem de satélite e suas implicações para o estudo do meio ambiente. Os Minicursos oferecidos abordarão sobre os tópicos: Macromonolitos –uma ferramenta didática para o ensino da Ciência do Solo; Aptidões ecológicas de terras em pequenas propriedades; Potencialidades de classes de solos para a construção de barragens subterrâneas no Semiárido do Nordeste brasileiro e Noções sobre Zoneamento Agroecológico. O simpósio incidirá sobre o tema “Academia, Sociedade e Governo, como integra-los?”. A visita técnica consistirá da observações de perfis e classificação de solos do estado da Paraíba. A Primeira Reunião Nordestina de Ciência do Solo está sendo organizada pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba (CCA/UFPB), e será realizada nas instalações do CCA-Campus II da UFPB, localizado na cidade de Areia, no período de 22 a 26 de setembro de 2013. São esperados mais de 400 participantes.O Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo (PPGCS/CCA/UFPB),a EMBRAPA Solo-PE e o INSA (Instituto Nacional do Semiárido), juntamente com seus apoiadores e patrocinadores os aguardam em Areia para o sucesso do evento. Cordialmente.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Descaso com a Caatinga e com o sertanejo: cisternas de polietileno.

Atitudes de interesse político e nada mais. Nunca se viu um governo tão apressado em atingir um recorde na distribuição de cisternas pelo semiárido brasileiro. Aliás, se é que pode-se chamar isso de cisterna,uma tecnologia onde os beneficiados são apenas os fabricantes. Existem tecnologias aplicáveis à confecção de cisternas, como a cisterna de tela de arame galvanizado lançada pelo IRPAA (Instituto Regional da Pequena Agricultura Apropriada) há décadas atrás, de custo muito baixo, comparando com o benefício proporcionado pela tecnologia. Como se trata de armazenamento de água para consumo humano, a Fundação Banco do Brasil, possui também uma tecnologia interessante de armazenamento de água, que são os lagos de múltiplo uso. O preço de aquisição, o que o governo paga por uma cisterna dessas, seria suficiente para construir várias cisternas de tela de arame. Sem contar com a parte social, uma vez que o homem do campo quando participa da confecção daquilo que irá lhes beneficiar, a valorização que ele dará ao bem construído é muito maior que o valor que ele dá, se é que ele dá algum valor, a uma engabelação dessas, denominada cisterna de polietileno.

Estamos na semana do meio ambiente. Sendo a agressão ao meio ambiente à questão talvez mais importante a ser avaliada na distribuição dessas cisternas. Talvez mesmo... Seria o quesito mais importante, porém não parece, pois o resíduo que essas cisternas deixam ao final da vida útil de utilização é prejudicial à natureza, a manutenção dos solos, a vegetação, a qualidade da água armazenada em aquíferos subterrâneos. Precisamos de atitudes que minimizem o rastro do ser humano, o nosso rastro no ambiente, pelo contrário, estamos e distribuindo toneladas de plástico pela caatinga. Caxios, barreiros, cisternas calçadão, tantas outras tecnologias públicas mais, eficazes e eficientes, e vamos continuar distribuindo material degradante pelo meio afora?

Att.: Erli Pinto dos Santos
            Téc. Agropecuário
Graduando em Agronomia

Governo anuncia investimentos de mais de R$ 39 bilhões para a agricultura familiar

A partir da próxima safra, a agricultura familiar vai contar com recursos de R$ 39 bilhões destinados ao conjunto de medidas do governo federal para o setor. O Plano Safra 2013/2014, lançado nesta quinta-feira (6) pela presidenta Dilma Rousseff, e pelo ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Pepe Vargas, em Brasília (DF), aprimora a política para o campo e promove o desenvolvimento. “Queremos ampliar a capacidade de investimento na agricultura familiar, para aumentar a produtividade, a tecnologia, a renda e a produção de alimentos”, afirma Pepe. 
O Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), principal fonte de crédito de custeio e investimento dos produtores, terá recursos de R$ 21 bilhões – uma expansão de mais de 400% desde 2003. 
O lançamento para a safra 2013/2014 marca os dez anos do Plano para a agricultura familiar. Nesse período, a renda da agricultura familiar cresceu 52%, o que permitiu que mais de 3,7 milhões de pessoas ascendessem para a classe média. O segmento é responsável por 84% dos estabelecimentos rurais do País; 33% do Produto Interno Bruto (PIB) Agropecuário e por empregar 74% da mão de obra no campo. 
Durante o lançamento do Plano Safra para a agricultura familiar, o governo federal anunciou a criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). A parceria da agência com a Embrapa vai ampliar o número de famílias produtoras atendidas e qualificar a assistência técnica. “A ideia é fazer algo que nunca aconteceu no Brasil: aproximar a pesquisa  agropecuária à extensão rural”, ressaltou Vargas. 
Novidades do PRONAF 
No Plano Safra 2013/2014, o Pronaf inova mais uma vez e chega aos agricultores com condições ainda melhores. A primeira mudança é na ampliação do limite para o enquadramento no programa. As famílias com renda de até R$ 360 mil no último ano poderão contratar o crédito e, assim, investir na produção. 
Para o custeio, os limites de financiamento passaram de R$ 80 mil para R$ 100 mil, com taxa de juro menor que a praticada na safra passada: 3,5%. Vale lembrar que o Plano Safra 2012/2013 negativou os juros, ou seja, todas as taxas estavam abaixo da inflação (4%). 
Para a linha de investimento, o limite também mudou. A partir de julho deste ano, os agricultores poderão contratar até R$ 150 mil por operação. Para as atividades que necessitam de maior mobilização de recursos, como a suinocultura, a avicultura e a fruticultura, o valor para o investimento mais que duplica: passa a ser de R$ 300 mil. Para os investimentos feitos em grupo, o valor chega a R$ 750 mil. 
Seguros 
Além de facilitar o acesso ao crédito, o governo federal também aperfeiçoou as ferramentas que dão segurança aos produtores rurais. Para a próxima safra o Seguro da Agricultura Familiar (Seaf) vai receber R$ 400 milhões. O mecanismo de prevenção é disponibilizado aos agricultores que contratam financiamentos de custeio e investimento agrícola do Pronaf. A adesão é automática e permite a cobertura da parcela do financiamento. 
Outra ferramenta para a garantia de renda dos agricultores familiares é o Garantia-Safra - ação voltada para a área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), majoritariamente semiárida. 
Para a safra 2013/ 2014 o número de cotas para o programa será ampliado para 1,2 milhão de famílias. Em caso de perdas de pelo menos 50% da produção, essas famílias poderão receber o benefício, que nesta safra recebeu o montante de mais de R$ 980 milhões. 
PAA 
O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) também tem inovações. Para a próxima safra, o governo ampliou o limite de aquisição anual por família, que saltou de R$ 4,5 mil para R$ 5,5 mil. Para aquelas ligadas às cooperativas, passou de R$ 4,8 mil, na última safra, para 6,5 mil, anualmente. Quando os projetos de venda forem formados por ao menos 50% dos cooperados com perfil de pobreza e quando os produtos forem exclusivamente orgânico, agroecológicos ou da sóciobiodiversidade, o limite de venda por família passa a ser de R$ 8 mil. 
Na última safra, o governo federal criou a modalidade Compra Institucional, que se juntou às outras modalidades já praticadas, que são: Formação de Estoque, Compra Direta, Compra Direta com Doação Simultânea e Incentivo à Produção e ao Consumo de Leite. 
Pnae 
Para que a escola tenha uma merenda mais saudável, o governo federal reservou R$ 1 bilhão para a compra de produtos da agricultura familiar. Por meio da aquisição de, no mínimo, 30% dos recursos destinados à alimentação, repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), os municípios brasileiros estimulam a agricultura familiar a produzir cada vez mais. 
Garantia de preços 
Outra medida importante do governo federal para a agricultura familiar é a garantia de preços. O Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) assegura desconto no pagamento do financiamento às famílias agricultoras que acessam o Pronaf Custeio ou o Pronaf Investimento, em caso de baixa de preços no mercado. Para esta ferramenta estão disponíveis R$ 33 milhões. 
Na safra 2013/2014, o Programa poderá garantir um valor maior para determinados produtos definidos pelo governo federal para assegurar maior renda e estímulo à ampliação da produção de produtos estratégicos para o abastecimento do mercado interno. 
A medida estimula a produção da agricultura familiar, ampliando a oferta de alimentos com estabilidade de preços para o consumidor. 
O governo federal vai ampliar ainda a proteção de preço de mais de 50 culturas entre elas o arroz longo fino em casca, o cará e o feijão.

Assinatura

Exposição ilustra 10 anos do Plano Safra da Agricultura Familiar



Lutas e vitórias retratadas em fotografias. Durante o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2013/2014, na manhã desta quinta-feira (6), visitantes puderam conferir como os programas do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) mudaram a vida de famílias da agricultura familiar de todo o Brasil. A exposição “Dez Anos do Plano Safra” mostra a história de dez agricultores que puderam melhorar suas produções na última década. 

Nesse período a renda da agricultura familiar cresceu 52%, o que permitiu que mais de 3,7 milhões de pessoas ascendessem para a classe média. Juanice Boszcz, 25 anos, veio de Contenda (PR), para ver de perto sua história exposta no Palácio do Planalto. Ela conta que a experiência é emocionante. “A gente trabalha, trabalha e momentos como esses nos mostram que o resultado do nosso suor é gratificante. A exposição está real e belíssima”, classifica. 

Na linha do tempo, a história do plano ganha vida com a ilustração de pessoas e produtos que constroem a agricultura familiar. A peça conta a evolução do plano detalhando o número de investimentos ano a ano. Ainda é possível conferir a criação dos programas que hoje fazem parte do conjunto de ações do ministério. 

Romulo Correia Sacramento, 52, também veio de seu município, Cametá (PA), com sua esposa Lidiane Pacheco, 23, para ver a mostra. O agricultor conta que é gratificante ver que o ministério continua lutando pelos agricultores. “Há dez anos eu produzo açaí e há dez anos o MDA, por meio do Pronaf, me ajuda a melhorar minha renda, cada vez mais”, enfatiza. 

A exposição ainda ofereceu um coquetel com produtos da agricultura familiar de produtores da região do Distrito Federal. Sucos de frutas, água de coco, pão de queijo, folheados e outros salgados, todos feitos com as mãos daqueles que produzem a maior parte dos alimentos consumidos no país.

Assinatura

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Biocontrole para Lagartas - Desenvolvido pela EMBRAPA



O baculovirus anticarsia, inseticida natural, foi desenvolvido pela Embrapa na década de 80. Além de não trazer problemas para o meio ambiente, o controle biológico através do uso da própria lagarta oferecia também um baixo custo para os produtores. Só que ao longo do tempo a técnica foi caindo no desuso.
O momento ideal para produzir o baculovirus é logo após o ataque da planta, quando as lagartas estão com a maior carga viral. Para produzir 20 gramas do inseticida natural são necessárias entre 50 e 70 lagartas de tamanho grande. Depois de amassadas e coado o líquido, o produto é diluído em 200 litros de água. Quantidade suficiente para pulverizar um hectare. Se a quantidade de lagartas for maior você poderá usar um liquidificador para triturar os insetos, e se houver necessidade o líquido poderá ser congelado. Depois de aplicado na lavoura, o inseticida mata a lagarta entre 7 e 9 dias.
 
Flávio Moscardi, pesquisador aposentado da Embrapa, foi o criador da técnica.
 
– Ele é inofensivo para vertebrados – inclusive o homem, e plantas. Ele só mata o inseto que ele infecta, que é a lagarta da soja. Também não polui o solo ou as águas. Ele é inócuo e também não tem impacto sobre outras espécies, inclusive de insetos como outras lagartas e também parasitóides predadores que são os inimigos naturais. As vantagens são muito grandes, além do custo ser barato – explica o pesquisador.
– A grande vantagem é que ele pode ser aplicado apenas uma vez contra as lagartas pequenas. E essas lagartas vão morrendo, e quando morrem contém uma quantidade muito grande de partículas virais que se multiplicam em todos os tecidos da lagarta e com isso sempre há a liberação de mais vírus sobre as plantas da soja, gerando a morte de lagartas que eclodem de posturas feitas depois da aplicação.
 
Há 10 anos, o baculovírus chegou a ser utilizado em dois milhões de hectares de soja em todo o brasil. o inseticida foi um dos maiores exemplos de controle biológico.
Atualmente, a área tratada com o baculovírus é bem menor: são apenas 200 mil hectares de soja em todo o país. o uso diminuiu devido a novas práticas de controle de pragas.
 
– Infelizmente, começou-se a aplicar cada vez mais cedo, com as plantas ainda pequenas, ou antes da soja nascer na dessecação. Se incutiu que deveria se aproveitar as aplicações. Ao se fazer a aplicação de herbicidas, por exemplo, que se misturasse inseticidas químicos de amplo espectro que na verdade levaram a um desequilíbrio. E com isso se eliminava muito cedo os inimigos naturais de pragas – comenta o pesquisador da Embrapa.
– Com isso, o produtor acabou aumentando o número de aplicações. Obviamente, que tendo problemas com essas outras pragas, não dava para ele usar o baculovírus, que é específico para a lagarta da soja anticarsia gemmatalis. Então se gerou uma inversão de valores dando status de praga para insetos que antes não eram pragas – finaliza.
 
Depois de criar a técnica do baculovírus na década de 80, o pesquisador Flávio Moscardi vai conduzir um novo estudo. Para o colega Adeney Bueno, também pesquisador da Embrapa, o resultado pode corrigir um grande erro.
 
– Existe um projeto recém-aprovado na Embrapa que vai estudar a compatibilidade de se misturar o baculovírus com herbicidas, por exemplo. Porque o produtor, quando vai aplicar o herbicida na pós-emergência, sente a necessidade de aproveitar a operação agrícola. Muitas vezes, ele mistura inseticidas de longo espectro, que acabam tendo efeito danoso à lavoura porque eliminam os inimigos naturais, causando um desequilíbrio que faz com que outras pragas que não cresceriam a ponto de serem pragas ocorram. Então, se o doutor Flávio provar que dá para usar o baculovírus junto com o herbicida, essa aplicação seria muito menos danosa. Além de controlar a lagarta da soja, ia permitir a preservação de inimigos naturais e que outros problemas sejam minimizados – afirma.
– Essa é uma grande esperança nossa. O desuso do baculovírus foi um grande erro que tem não só aumentado o número de aplicações de inseticidas, como também acarretado muitos problemas.

ENTREGA DE TÍTULOS DE TERRA NO MUNICÍPIO DE ITIÚBA - BA

COMUNICADO




A Secretaria Municipal de Itiúba Comunica a todos os agricultores e agricultoras que estão à espera do TITULO DE TERRA DO CDA (Coordenação de Desenvolvimento Agrário), nos próximos dias 14 e 15 de junho de 2013, uma equipe da CDA, estará fazendo a entrega de 73 títulos de terra. Na Câmara Municipal de Vereadores de Itiúba.

DOCUMENTAÇÃO NECESSARIA PARA RECEBER O TITULO
·         Se CASADO no CIVIL PRESENÇA do cônjuge com copia do RG, CPF e Certidão de Casamento ( Obs.: O Titulo só será entregue com a presença dos cônjuge).
·         Presença do proprietário com original do RG e CPF.
·         Em caso de óbito do titular, o cônjuge assina o Titulo mediante apresentação do atestado de óbito e certidão de casamento, com suas respectivas cópias; se os dois forem falecidos, um dos filhos de preferência o mais velho, deverá apresentar seus documentos pessoais para comprovação da paternidade e os atestados de óbitos dos pais.
·         Procurador: Copia da procuração especifica com firma reconhecida, RG e CPF do proprietário e do procurador.
Solicitamos divulgar as informações.

  • Período de entrega dos títulos de 14 e 15 de Junho, das 8:30 ás 16 Horas,
  • A lista de beneficiários em anexo estará disponível na Prefeitura de Itiúba, Secretaria de Agricultura, EBDA, STR-Itiúba.